Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Os principais fluxos migratórios para a Europa e Portugal

Quais os principais países emissores de mão-de-obra para Portugal?

 

publicado por CP às 22:31
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18 comentários:
De Vitor a 2 de Junho de 2008 às 21:52
Este grande fluxo migratório muito se deveu à abertura das fronteiras da União Europeia por parte da Alemanha, em 1999. No entanto, devido à escassez de empregos indiferenciados nesse país fez com que estes migrassem para sul, para a Península Ibérica, onde existiam grandes necessidades de mão-de-obra para a construção civil e agricultura nos dois países ibéricos.
A maioria desses imigrantes estavam divididos em dois grupos, os eslavos: ucranianos, russos e búlgaros, e os latinos de leste: romenos e moldavos.
Um dos maiores grupos e que se fixou nas regiões de Lisboa, Setúbal, Faro e Porto são os ucranianos, e ninguém sabe ao certo o seu número total. No entanto, o número de imigrantes legais, é de cerca de 70 000, sendo sabido que este número é muitas vezes inferior à realidade. O grupo é de tal forma numeroso que fez com que a Ucrânia de país distante e desconhecido passasse a familiar e que a maioria dos imigrantes de leste seja vista pelos portugueses como "ucranianos".
A imigração de leste tornou-se de difícil controlo, e começaram a actuar no país máfias que traziam e controlavam imigrantes.
Em 2003, a imigração em massa proveniente do leste europeu estacou e passou a ser de fluxo mais ténue, surgindo assim a imigração mais significativa de brasileiros e asiáticos de várias origens (nomeadamente indianos e chineses).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_em_Portugal


De Américo a 2 de Junho de 2008 às 23:01
Entre 1991 e 2000, os fluxos migratórios mundiais em direção à Europa norte-ocidental devem ter sido da ordem de 15 milhões de pessoas, sendo que metade delas vindas do antigo bloco soviético e, o restante, originários do Magreb, África em geral e Ásia.O último processo de legalização extraordinária de estrangeiros em Portugal (Março 2002) evidenciou o aumento do contingente de estrangeiros residentes, com destaque para os imigrantes originários dos países da Europa Central e de Leste, em particular da Ucrânia. Após este processo, a população de estrangeiros legalmente residentes quase duplicou, passando de 2% para 3,7% da população total, ultrapassando a relação existente na maioria dos países da União Europeia. Actualmente os países com maior representatividade a residir em Portugal são a Ucrânia, Cabo Verde e Brasil.


De Helder Monteiro e Helder Ribeiro a 2 de Junho de 2008 às 23:05
Os fluxos migratórios nos trinta países da OCDE têm vindo a aumentar desde 2004, sendo que a taxa de imigração em Portugal relativamente à população nacional é das mais baixas entre os países-membros, indica o relatório anual da organização.


Lusa, 03 Abr - O relatório "Panorama de Estatísticas de 2007", da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Económico (OCDE) apresentado em Roma, Itália, reúne informação comparativa sobre população, economia, finanças públicas e migração dos trinta membros da organização.

Os dados mais recentes sobre a migração indicam que, após uma estabilização no período entre 2002 e 2003, os fluxos migratórios para os países da OCDE começaram a aumentar novamente a partir de 2004.



De mariana a 21 de Junho de 2009 às 20:44
muito interessante


De Sandra e Fernanda a 2 de Junho de 2008 às 23:07
O último processo de legalização extraordinária de estrangeiros em Portugal (Março 2002) evidenciou o aumento do contingente de estrangeiros residentes, com destaque para os imigrantes originários dos países da Europa Central e de Leste, em particular da Ucrânia. Após este processo, a população de estrangeiros legalmente residentes quase duplicou, passando de 2% para 3,7% da população total, ultrapassando a relação existente na maioria dos países da União Europeia. Actualmente os países com maior representatividade a residir em Portugal são a Ucrânia, Cabo Verde e Brasil.

Relativamente às novas correntes imigratórias em Portugal, como já foi referido, verificou-se em 2001 uma modificação quantitativa e qualitativa na estrutura da imigração em Portugal. Dado que esse facto só foi tornado aparente por via dos resultados do processo de legalização extraordinária que ocorreu naquele ano, remanesce a dúvida sobre se as modificações observadas tiveram carácter muito localizado no tempo ou se, pelo contrário, já vinham ocorrendo há mais de um ano e só agora foram evidenciadas. De qualquer modo, aquele processo manifestou:
• Um aumento muito significativo dos contingentes de estrangeiros de todas as proveniências. Tal é provavelmente apenas o resultado da acumulação de casos de irregularidade pendentes, que poderiam já vir ocorrendo há alguns anos;
• O aparecimento de um volume muito grande de imigrantes provenientes de países da Europa Central e de Leste, com claro predomínio da Ucrânia.


De FÁTIMA a 2 de Junho de 2008 às 23:09
De país tradicionalmente emissor de mão-de-obra para o estrangeiro.Portugal tem-se tornado, nos anos mais recentes, num país de acolhimento para alguns grupos de estrangeiros cuja importância numérica já é digna de respeito.
            A saída de contingentes nacionais, provocou uma relativa pobreza em sectores específicos do mercado de trabalho, em particular naqueles em que a formação profissional constituía um pré-requisito de importância menor e a que correspondiam, por norma, os “trabalhos penosos e depreciados”.
            O número total de estrangeiros com residência legalizada em Portugal tem evoluído positivamente e a um ritmo bastante rápido. Entre 1984 e 1988, o número de imigrantes, em Portugal, era já de cerca de 89 mil indivíduos. Inicialmente, cerca de um terço dos estrangeiros radicados em Portugal são de origem cabo-verdiana, constituindo esta nacionalidade o contingente mais volumoso. Foram este imigrantes africanos que vieram ocupar parte da franja do mercado do trabalho abandonada pelos portugueses, em especial no sector da construção civil e no sector dos serviços pessoais e domésticos.
            Os outros residentes africanos das ex-colónias portuguesas de África representam conjuntamente menos de 10% do total dos estrangeiros residentes em Portugal (entre 1984 e 1988), ocupando-se parte substancial naquele tipo de trabalhos.
            Dos estrangeiros oriundos da Europa sobressaem os que residem no Leste Europeu, constituindo neste momento o grosso dos indivíduos que, a par dos africanos e dos sul-americanos, mais procuram o nosso país. Vêm para Portugal com a mesma intenção que os portugueses tinham quando emigraram: estabilizar a situação económica, fugir da fome e da miséria, criar condições para sustentar a família.


De PedroTeixeira a 5 de Junho de 2008 às 21:34
O maior fluxo migratório para Portugal vem actualmente do Brasil, depois da acentuada diminuição da imigração da Europa de Leste e de África. De facto, mais importante do que um eventual diferencial de riqueza, a imigração auto-regula-se, em função do mercado de trabalho. Ninguém vai abandonar a sua comunidade para viver a milhares de quilómetros se aí não encontrar emprego e formas de subsistência. A precariedade do estatuto legal do imigrante provoca, ainda, efeitos perversos nos próprios fluxos migratórios pois, ao ver negado o seu “direito de ir e vir”, o imigrante acaba por optar quase sempre pela sedentarização clandestina.
Depois da lei das Autorizações de Permanência do anterior governo, foi agora apresentado um novo “Plano Nacional de Imigração” que traz duas grandes novidades, por um lado, transfere a responsabilidade de atribuição dos vistos de trabalho para os consulados nos países de origem dos imigrantes apesar de, como todos sabemos, os consulados serem mais susceptíveis à corrupção pelos esquemas mafiosos já instalados. Por outro lado, vem mais uma vez constranger a mobilidade dos imigrantes ao introduzir a descentralização da política de imigração, transferindo as responsabilidades para os municípios, em função das necessidades locais de mão-de-obra.
Independentemente das óbvias dificuldades técnicas para a sua implementação, este plano é politicamente insustentável, se atendermos à quase unânime inexistência de políticas autárquicas para as minorias étnicas.
Uma das principais razões que leva à imigração clandestina é a guerra. Uma fracção muito importante dos imigrantes que entra anualmente na Europa é proveniente de países em guerra, do Kosovo ao Afeganistão. São refugiados que fogem para salvar a vida, ou porque o caos em que o país de origem mergulhou devido à guerra tornou a sua sobrevivência impossível. Um outro factor que promove os fluxos migratórios é o estrangulamento económico dos países em vias de desenvolvimento, causado pelos programas de reajustamento estrutural, planos de reforma económica e medidas de austeridade impostos por organizações como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial ou a Organização Mundial do Comércio. Estamos, assim, a falar de refugiados económicos, pobres e obrigados a imigrar na busca estratégica da sobrevivência.
Resumindo enquanto continuar a haver regimes corruptos nos países do Sul que só se preocupam em se manter no poder, muitos problemas nunca encontrarão solução e, entre os problemas que vão continuar sem solução para o Terceiro-Mundo, a imigração continua a ser premente. Todos os trâmites pseudo-legais constituem uma forma de enriquecimento para alguns caciques instalados nos meandros do poder, uma autêntica mafia de Estado. Para os regimes destes países, a imigração tornou-se mais um pretexto para assinar acordos bilaterais. Portanto o indivíduo imigrante é reduzido uma potencial matéria-prima, motivo de especulação tal como o diamante, o ouro, o petróleo no mercado europeu, etc.


De filipe soares a 5 de Junho de 2008 às 21:54
O processo de imigração em Portugal teve vários momentos, desde a fixação de diferentes povos no processo de criação da nação portuguesa ao longo de milhares de anos, passando pelo mundo dos dias de hoje, com a imigração proveniente das suas ex-colónias, da Europa de Leste, ou, até mesmo, a imigração sénior de luxo proveniente de outros países da União Europeia, que devido à criação desse espaço comum e ao desejo dos europeus do Norte da Europa se fixarem nos países do Sul para passarem o resto das suas vidas, depois de uma vida de trabalho.
O relatório anual "Perspectivas das migrações internacionais", relativo aos fluxos migratórios para os 30 países que integram a OCDE, em 2005, salienta que a imigração para Portugal tem diminuído nos últimos anos, enquanto na maioria dos Estados-membros da organização, o fenómeno tem aumentado.
Como possível explicação para a diminuição dos fluxos migratórios com destino a Portugal, o relatório da OCDE, aponta o "fraco crescimento económico do país". A diminuição significativa de vistos de trabalho concedidos por Portugal é outro factor destacado pelo documento.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/lusa/2007/06/25/ult611u74716.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_em_Portugal


De Filipa a 5 de Junho de 2008 às 21:55
Principais fluxos imigrantes…

Em Portugal, porém, o fluxo migratório tem vindo a diminuir nos últimos anos, aponta o mesmo estudo, que afirma que o número de imigrantes em Portugal reduziu-se em cerca de seis mil imigrantes, caindo de 34 mil em 2004 para 28 mil em 2005.
Como explicação para a diminuição dos fluxos migratórios com destino a Portugal, o relatório aponta o "fraco crescimento económico do país", o que explicaria a diminuição significativa de vistos de trabalho concedidos por Portugal, de 12.800 em 2004 para 7.800 em 2005.
Em contraste, o relatório aponta para um aumento dos vistos temporários de permanência no país e os concedidos aos estudantes, que aumentaram em 2005 para um total de 8.350, "o número mais alto registado até agora".
Do total dos 432 mil estrangeiros registados a viver em Portugal em 2005, a maioria era oriunda do Brasil (70,4 mil), seguido de Cabo Verde (69,6 mil), Ucrânia (44,9 mil), Angola (34,6 mil), Guiné-Bissau (25,2 mil), Reino Unido (19 mil) e Espanha (16,4 mil).
Ainda segundo o relatório, o nível de imigração ilegal na Europa representa cerca de um por cento da população. Os principais fluxos de imigrantes que chegaram à Europa em 2005 resultaram dos países do centro e do Leste da Europa, enquanto que nos Estados Unidos, Oceânia e na Coreia do Sul estes foram fundamentalmente oriundos da Ásia, em especial da China e da Índia.

http://www.esquerda.net/index.php?Itemid=28&id=3253&option=com_content&task=view


De tania´s a 5 de Junho de 2008 às 22:32
Este grande fluxo migratório muito se deveu à abertura das fronteiras da União Europeia por parte da Alemanha, em 1999. No entanto, devido à escassez de empregos indiferenciados nesse país fez com que estes migrassem para sul, para a Península Ibérica, onde existiam grandes necessidades de mão-de-obra para a construção civil e agricultura nos dois países ibéricos.
A maioria desses imigrantes estavam divididos em dois grupos, os eslavos: ucranianos, russos e búlgaros, e os latinos de leste: romenos e moldavos.
Um dos maiores grupos e que se fixou nas regiões de Lisboa, Setúbal, Faro e Porto são os ucranianos, e ninguém sabe ao certo o seu número total. No entanto, o número de imigrantes legais, é de cerca de 70 000, sendo sabido que este número é muitas vezes inferior à realidade. O grupo é de tal forma numeroso que fez com que a Ucrânia de país distante e desconhecido passasse a familiar e que a maioria dos imigrantes de leste seja vista pelos portugueses como "ucranianos".
A imigração de leste tornou-se de difícil controlo, e começaram a actuar no país máfias que traziam e controlavam imigrantes.
Em 2003, a imigração em massa proveniente do leste europeu estacou e passou a ser de fluxo mais ténue, surgindo assim a imigração mais significativa de brasileiros e asiáticos de várias origens (nomeadamente indianos e chineses).


De Helena a 5 de Junho de 2008 às 22:50
O último processo de legalização extraordinária de estrangeiros em Portugal evidenciou o aumento do contingente de estrangeiros residentes, com destaque para os imigrantes originários dos países da Europa Central e de Leste, em particular da Ucrânia. Após este processo, a população de estrangeiros legalmente residentes quase duplicou, passando de 2% para 3,7% da população total, ultrapassando a relação existente na maioria dos países da União Europeia. Actualmente os países com maior representatividade a residir em Portugal são a Ucrânia, Cabo Verde e Brasil.


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