Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

As vantagens e desvantagens da imigração

Quais as vantagens e inconvenientes da imigração?

publicado por CP às 20:38
De paula e liliana a 30 de Junho de 2008 às 22:49
"A imigração beneficia os países, os de origem e os de destino, diz o 175 milhões de pessoas viviam fora do país onde nasceram - levanta também algumas dificuldades, como a "fuga de cérebros". Por exemplo, o emigrante médio que sai da América Latina ou da Ásia tem mais do dobro da escolaridade do que os que ficam. Os medos de que os que chegam ao novo país roubem postos de trabalho ou façam baixar os salários não passam disso mesmo, de receios. O relatório - que foi elaborado pelo departamento dos Assuntos Económicos e Sociais da ONU -, afirma que não existe uma baixa significativa dos ordenados, nem das taxas de emprego entre a população do país de acolhimento.
Além disso, os imigrantes fazem subir a procura de bens e serviços, contribuem para o aumento do produto interno bruto e para os cofres do Estado, mais do que aquilo que recebem de retorno, acrescenta o relatório. Isto não acontece apenas no Estado que os recebe, mas também naquele de onde saíram. Os países de origem podem, se adoptarem políticas correctas, ressalva o relatório, maximizar os benefícios das remessas enviadas pelos emigrantes. Actualmente, essas remessas rondam os 60 mil milhões de euros. Os migrantes residentes no estrangeiro são ainda "grandes investidores" nos seus países. Mas há perdas associadas à emigração, como a "fuga de cérebros", salienta o estudo. A escolaridade dos emigrantes africanos é três vezes superior à daqueles que ficam, o que se traduz numa pesada factura para o país de onde saem. É que esses Estados, em vias de desenvolvimento, perdem em termos de criatividade e inovação e ainda economicamente, já que aqueles que saem não pagam impostos.
Imigração e reformas
Quanto aos Estados que recebem estes migrantes, os mais desenvolvidos, e que sofrem com o processo de envelhecimento da população, vêem com bons olhos o fluxo de imigrantes, para a manutenção das pensões e outras regalias dos reformados. Mas, alerta a ONU, estes países devem adoptar políticas "bem concebidas" para conseguir sustentar os sistemas de reforma. Os peritos avisam que, embora estes imigrantes sejam "parte da solução", não eliminam os efeitos do envelhecimento, porque são temporários. No caso da Europa, a população teria sofrido uma redução de 4,4 milhões em cinco anos (entre 1995 e 2000) se não fosse a chegada de cinco milhões de migrantes ao continente. A imigração contribuiu para pelo menos três quartos do crescimento demográfico na Áustria, Dinamarca, Grécia, Itália, Luxemburgo, Espanha e Suíça. O número de estrangeiros residentes na Finlândia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha duplicou nos anos 90.
Apesar do número de pessoas que entra na Europa, a prospectiva para 2050 é que a população europeia sofra uma redução de 96 milhões. Se se quiser combater esta diminuição através da imigração, esta teria de aumentar a uma taxa "praticamente impossível", diz o relatório, de maneira a que compensasse a taxa de inactivos/activos."



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