Domingo, 18 de Maio de 2008

Unidade 4 - A imigração em Portugal e na Europa

Introdução

Para a maior parte dos países europeus a imigração é dos temas que suscita mais debate e análise.
Quantos são os imigrantes? De onde vêm? Como vivem? Qual é a sua actividade? Quais os seus direitos e deveres? Qual é, e qual deve ser, a política de imigração?
Reflecte sobre este tema e analisa a situação dos imigrantes na sociedade portuguesa.
 
Actividade
Sugere-se que a turma:
- seja agrupada em grupos de 2 alunos;
- cada grupo pesquise:       
            - o conceito de imigração e emigração;
            - os principais fluxos migratórios para a Europa e Portugal;
            - a política de imigração dos países comunitários;
            - as vantagens e desvantagens da imigração;
            - os direitos e deveres dos imigrantes;
            - os problemas que se colocam aos imigrantes nos países de destino;
            - os problemas que se colocam aos países europeus de acolhimento de imigrantes;
            - as instituições de assistência aos imigrantes.
- no final, cada grupo deverá apresentar os resultados e conclusões à turma da forma que achar mais apropriada (PowerPoint, cartaz, etc.).
 
O processo
Para a concretização objectiva deste trabalho, terão que:
- Fazer pesquisas na internet sobre a temática considerada;
- Fazer pesquisas na biblioteca da escola;
- Elaborar um inquérito para aplicar aos emigrantes e imigrantes da vossa zona em que procurarão saber qual a sua origem e destino, quais as suas motivações, dificuldades e projectos, entre outros aspectos que considerem pertinentes observar;
- Analisar qualitativamente os resultados do inquérito e apresentar à turma e à comunidade escolar da forma que considerarem mais pertinente.
 
Os recursos
Podem começar por pesquisar na internet, nos seguintes sites:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_em_Portugal
http://www.acime.gov.pt/
www.oi.acime.gov.pt
www.sosracismo.pt/livroimigracao.htm
E consultar livros, revistas, enciclopédias, etc., na biblioteca da escola.
 
Avaliação
O grau de participação nas actividades será avaliado com base nos seguintes critérios:
- Participou activamente das actividades, cooperando com o grupo. Discutiu de forma séria e profunda com os/as colegas sobre os temas propostos. Trouxe informações importantes para a discussão. O resultado de sua actividade foi relevante e criativo.
- Participou nas actividades, cooperando com o grupo. Discutiu com os/as colegas sobre os temas propostos. O resultado de sua actividade foi bom.
- Participou pouco nas actividades. A sua contribuição para a discussão e o trabalho foi regular.
- Esteve presente mas não há registo da sua contribuição para a discussão e trabalho.
- Não participou na actividade.
As apresentações serão avaliadas com base nos seguintes critérios:
- A apresentação trouxe várias contribuições relevantes para a discussão. A argumentação foi muito bem desenvolvida. Foi uma apresentação relevante e criativa.
- A apresentação trouxe várias contribuições relevantes para a discussão. A argumentação foi bem desenvolvida. Foi uma apresentação correcta.  
- A apresentação trouxe algumas contribuições relevantes para a discussão. A argumentação foi desenvolvida de forma razoável. Foi uma apresentação parcialmente correcta.
- A apresentação trouxe poucas contribuições relevantes para a discussão. A argumentação não foi desenvolvida de forma razoável. Foi uma apresentação insuficiente.
- A apresentação não trouxe contribuições relevantes para a discussão. A argumentação foi mal desenvolvida. Foi uma apresentação insuficiente.
 
Conclusão
Consegue agora responder às questões a seguir apresentadas:
- Quais os principais países emissores de mão-de-obra para Portugal?
- Que mudanças se registaram em relação à imigração em Portugal?
- Que factores justificam a nova política europeia em relação à imigração?
- Que alterações se registam no tipo de migração?
- Quais as vantagens e inconvenientes da imigração?
- Quais as dificuldades dos imigrantes?
- Quais são as dificuldades para os países comunitários, em relação à população estrangeira?
- Como as migrações reflectem o desequilíbrio entre os países?
publicado por CP às 23:54
| Comentar
6 comentários:
De Mariana a 29 de Maio de 2008 às 21:59
Os principais fluxos migratórios para a Europa e Portugal:

Até aos anos 90 do século XX, a maioria da imigração em Portugal era oriunda de países lusófonos, dada a aproximidade cultural e línguística. No entanto, a partir de 1999, começou-se a moldar um tipo de imigração diferente e em massa proveniente da Europa de Leste, surgindo repentinamente no país.
Este grande fluxo migratório muito se deveu à abertura das fronteiras da União Europeia por parte da Alemanha, em 1999. No entanto, devido à escassez de empregos indiferenciados nesse país fez com que estes migrassem para sul, para a Península Ibérica, onde existiam grandes necessidades de mão-de-obra para a construção civil e agricultura nos dois países ibéricos.
A maioria desses imigrantes estavam divididos em dois grupos, os eslavos: ucranianos, russos e búlgaros, e os latinos de leste: romenos e moldavos.
Um dos maiores grupos e que se fixou nas regiões de Lisboa, Setúbal, Faro e Porto são os ucranianos, e ninguém sabe ao certo o seu número total. No entanto, o número de imigrantes legais, é de cerca de 70 000, sendo sabido que este número é muitas vezes inferior à realidade. O grupo é de tal forma numeroso que fez com que a Ucrânia de país distante e desconhecido passasse a familiar e que a maioria dos imigrantes de leste seja vista pelos portugueses como "ucranianos".
A imigração de leste tornou-se de difícil controlo, e começaram a actuar no país máfias que traziam e controlavam imigrantes.
Em 2003, a imigração em massa proveniente do leste europeu estacou e passou a ser de fluxo mais ténue, surgindo assim a imigração mais significativa de brasileiros, asiáticos e africanos de várias origens (nomeadamente indianos, chineses, angolanos cabo verdianos e guinienses).
Existem ainda pequenos núcleos de imigrantes provenientes da América Latina e do Norte de África.

A situação dos imigrantes ilegais, sobretudo no Algarve, tornou-se nos últimos tempos particularmente problemática. 
Uma coisa é certa o número de imigrantes ilegais, nos últimos anos, não tem parado de aumentar. Estimava-se em Abril de 2002 que vivessem em Portugal cerca de 200 mil imigrantes clandestinos, os números reais ninguém o sabe. Quem lucra com esta situação são as mafias e todo o tipo de exploradores desta mão-de-obra. 

http://imigrantes.no.sapo.pt/page2.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_em_Portugal


De Mariana a 2 de Junho de 2008 às 21:35
A política de imigração dos países comunitários


O empenho das autoridades, desde a década de 70, na criação de estatutos jurídicos precários (vistos de permanência, regimes laborais especiais para estrangeiros, títulos sazonais de trabalho, etc) tem como consequências evidentes, não só o dificultar a integração do imigrante mas também, o obrigar os nacionais a manter o status quo. Assim, quando se propõem determinadas condições de trabalho ao imigrante, o trabalhador nacional fica como que “entre a espada e a parede” pois, se não aceitar as condições do imigrante, arrisca-se a ver-se preterido em relação a ele. Deste modo, contribuí-se para criar no trabalhador nacional uma animosidade que vai dificultar, ainda mais, a coesão social entre ambos.
A precariedade do estatuto legal do imigrante provoca, ainda, efeitos perversos nos próprios fluxos migratórios pois, ao ver negado o seu “direito de ir e vir”, o imigrante acaba por optar quase sempre pela sedentarização clandestina.
 Depois da lei das Autorizações de Permanência do anterior governo, foi agora apresentado um novo “Plano Nacional de Imigração” que traz duas grandes novidades: por um lado, transfere a responsabilidade de atribuição dos vistos de trabalho para os consulados nos países de origem dos imigrantes apesar de, como todos sabemos, os consulados serem mais susceptíveis à corrupção pelos esquemas mafiosos já instalados. Por outro lado, vem mais uma vez constranger a mobilidade dos imigrantes (literalmente o direito à livre circulação e livre instalação no país) ao introduzir a descentralização da política de imigração, transferindo as responsabilidades para os municípios, em função das necessidades locais de mão-de-obra.
Independentemente das óbvias dificuldades técnicas para a sua implementação, este plano municipal de imigração é politicamente insustentável, se atendermos à quase unânime inexistência de políticas autárquicas para as minorias étnicas.

http://www.sosracismo.pt/livroimigracao.htm


De Filipa a 29 de Maio de 2008 às 21:59
Principais fluxos migratórios para Portugal...

A maioria desses imigrantes estavam divididos em dois grupos, os eslavos: ucranianos, russos e búlgaros, e os latinos de leste: romenos e moldavos.
Um dos maiores grupos e que se fixou nas regiões de Lisboa, Setúbal, Faro e Porto são os ucranianos, e ninguém sabe ao certo o seu número total. No entanto, o número de imigrantes legais, é de cerca de 70 000, sendo sabido que este número é muitas vezes inferior à realidade. O grupo é de tal forma numeroso que fez com que a Ucrânia de país distante e desconhecido passasse a familiar e que a maioria dos imigrantes de leste seja vista pelos portugueses como "ucranianos".
A imigração de leste tornou-se de difícil controlo, e começaram a actuar no país máfias que traziam e controlavam imigrantes.
Em 2003, a imigração em massa proveniente do leste europeu estacou e passou a ser de fluxo mais ténue, surgindo assim a imigração mais significativa de brasileiros e asiáticos de várias origens (nomeadamente indianos e chineses).
Existem ainda pequenos núcleos de imigrantes provenientes da América Latina e do Norte de África.
Portugal, tal como a Espanha, passou de um país de emigração para um país de imigração, ou seja, a entrada de pessoas é superior à saída.
As maiores comunidades imigrantes legais em Portugal (em 2005) foram os brasileiros, ucranianos, cabo-verdianos e angolanos. No entanto, todas estas comunidades foram as maiores em diferentes anos, que foi sendo rapidamente suplantada por outras provenientes de ondas migratórias mais recentes.


De Dália a 2 de Junho de 2008 às 22:00
QUAIS PRINCIPAIS FLUXOS MIGRATORIOS PARA A EUROPA E PORTUGAL?

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os paises da Europa Ocidental encontravam-se destribuidas. Para a sua reconstruçao presisavao de muito mão-de-obra.

Nos países da Europa Mediterrânica e do Norte de África, por seu lado, não havia muita mão-de -obra desempregada ou em salários baixos.
A partir de 1950, inicia-se um grande movimento migratório em direcção aos países da Europa Ocidental.
Durante cerca de 30 anos, até aos anos 70, os países do Ocidente europeu recebem aproximadamente 25 milhões de imigrantes legais e e clandestinos. Aí ocupam os empregados mais duros: na construçao civil, nos serviços de limpeza, na indústria pesada, na hotelaria, entre outros sectores.
Os países que maior número de pessoas receberam foram a Alemanha, a Bélgica , a França, a Holanda, o Luxemburgo, o Reino Unido e a Suiça.
A Espanha, a Grécia, a ex-Jugoslávia, a Irlanda, a Itália, a Polónia, a Portugal e a Turquia são os principais países europeus de partida. No Norte de África salientam-se a Argélia, Marrocos e a Tunísia.
A partir de 1973, na Europa, inicia-se uma grave crise económica desencadeada pela grande subida do preço do petróleo. Em consequência, o desemprego aumenta e a emigraçao aumenta.
Em muitos países de acolhimento passam também a exixtir restriçoes à entrada de trabalhadores estrangeiros. É uma maneira de reduzir o desemprego nestes países.
Recentemente, devido ás alterações dos regimes políticos em diferentes países, nomeadamente na Europa Central e de Leste, têm-se verificado intensos movimentos migratóris em diracção á Europa Ocidental.
A ex- Jugoslávia é um exemplo. Com a queda do regime comunista, os váris grupos éticos , que partilhavam o mesmo território, entram em guerra civil. Muitos milhares de pessoas são obrigadas a fugir do país.
Dentro da União Europeia é fácil emigrar ou imigrar. Desde 1993, é livre a circulaçao de pessoas, bens, serviços e capitais neste espaço europeu.


De Dália a 5 de Junho de 2008 às 22:02
QUAIS PRINCIPAIS FLUXOS MIGRATORIOS PARA A EUROPA E PORTUGAL?

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os países da Europa Ocidental encontravam-se distribuídas. Para a sua reconstrução precisavam de muito mão-de-obra.
Nos países da Europa Mediterrânica e do Norte de África, por seu lado, não havia muita mão-de -obra desempregada ou em salários baixos.
A partir de 1950, inicia-se um grande movimento migratório em direcção aos países da Europa Ocidental.
Durante cerca de 30 anos, até aos anos 70, os países do Ocidente europeu recebem aproximadamente 25 milhões de imigrantes legais e e clandestinos. Aí ocupam os empregados mais duros: na construção civil, nos serviços de limpeza, na indústria pesada, na hotelaria, entre outros sectores.
Os países que maior número de pessoas receberam foram a Alemanha, a Bélgica , a França, a Holanda, o Luxemburgo, o Reino Unido e a Suiça.
A Espanha, a Grécia, a ex-Jugoslávia, a Irlanda, a Itália, a Polónia, a Portugal e a Turquia são os principais países europeus de partida. No Norte de África salientam-se a Argélia, Marrocos e a Tunísia.
A partir de 1973, na Europa, inicia-se uma grave crise económica desencadeada pela grande subida do preço do petróleo. Em consequência, o desemprego aumenta e a emigração aumenta.
Em muitos países de acolhimento passam também a existir restrições à entrada de trabalhadores estrangeiros. É uma maneira de reduzir o desemprego nestes países.
Recentemente, devido ás alterações dos regimes políticos em diferentes países, nomeadamente na Europa Central e de Leste, têm-se verificado intensos movimentos migratórios em direcção á Europa Ocidental.
A ex- Jugoslávia é um exemplo. Com a queda do regime comunista, os vários grupos éticos , que partilhavam o mesmo território, entram em guerra civil. Muitos milhares de pessoas são obrigados a fugir do país.
Dentro da União Europeia é fácil emigrar ou imigrar. Desde 1993, é livre a circulação de pessoas, bens, serviços e capitais neste espaço europeu.
Em termos de impactos sociais a situação migratória actual possui alguns aspectos preocupantes, “nomeadamente os decorrentes do facto da substituição da mão-de-obra nacional se estar a dar, num clima artificial de complementariedade, isto é de aparentemente os trabalhadores imigrantes em Portugal estarem a preencher vagas não ocupadas ou abandonadas pelos trabalhadores nacionais, quando, de facto, existe, desde meados dos anos oitenta, um profundo desajustamento entre a emigração de Portugal e a imigração em Portugal. Este desajustamento deve-se essencialmente ao carácter maioritariamente temporário das saídas dos trabalhadores nacionais e ao carácter essencialmente permanente das entradas de trabalhadores estrangeiros em Portugal. Como facilmente se depreende do que ficou dito, os custos sociais a médio e longo prazo decorrentes desta situação podem vir a revelar-se elevados, quer para a sociedade portuguesa, quer para os migrantes nela envolvidos, enquanto que os custos económicos dependerão pelo menos parcialmente da evolução que se venha a observar nos fluxos emigratórios (in, Baganha et al., 1998)”Os dados apresentados oferecem igualmente fundamentos razoáveis para prever o seguinte: a curto prazo, não é previsível que a situação de placa giratória que o país detém neste momento em termos de redistribuição de mão de obra no espaço europeu venha a ser significativamente alterada, ou se quiserem que Portugal deixe de ser o Sul para a Europa e o Norte para a África.

João Antunes, Geografia 7, Plátano Editora, S.A, 1898



De Mariana a 6 de Junho de 2008 às 18:11
Vantagens e desvantagens da imigração:

Vantagens e desvantagens da imigração.
"A imigração beneficia os países, os de origem e os de destino, diz o Estudo Económico e Social Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) deste ano. Contudo, apesar dos aspectos positivos, como o desenvolvimento económico, o fluxo de pessoas para outros Estados - em 2000, cerca de 175 milhões de pessoas viviam fora do país onde nasceram - levanta também algumas dificuldades, como a "fuga de cérebros". Por exemplo, o emigrante médio que sai da América Latina ou da Ásia tem mais do dobro da escolaridade do que os que ficam. Os medos de que os que chegam ao novo país roubem postos de trabalho ou façam baixar os salários não passam disso mesmo, de receios. O relatório - que foi elaborado pelo departamento dos Assuntos Económicos e Sociais da ONU -, afirma que não existe uma baixa significativa dos ordenados, nem das taxas de emprego entre a população do país de acolhimento.
Além disso, os imigrantes fazem subir a procura de bens e serviços, contribuem para o aumento do produto interno bruto e para os cofres do Estado, mais do que aquilo que recebem de retorno, acrescenta o relatório. Isto não acontece apenas no Estado que os recebe, mas também naquele de onde saíram. Os países de origem podem, se adoptarem políticas correctas, ressalva o relatório, maximizar os benefícios das remessas enviadas pelos emigrantes. Actualmente, essas remessas rondam os 60 mil milhões de euros. Os emigrantes residentes no estrangeiro são ainda "grandes investidores" nos seus países. Mas há perdas associadas à emigração, como a "fuga de cérebros", salienta o estudo. A escolaridade dos emigrantes africanos é três vezes superior à daqueles que ficam, o que se traduz numa pesada factura para o país de onde saem. É que esses Estados, em vias de desenvolvimento, perdem em termos de criatividade e inovação e ainda economicamente, já que aqueles que saem não pagam impostos.

http://carvalhadas-on-line.blogspot.com/2004/12/vantagens-e-desvantagens-da-imigrao.html



Comentar post

Escola EB 2,3/S de Baião

Pesquisar neste blog

 

Junho 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29


Posts recentes

As dificuldades e os prob...

Os direitos e deveres dos...

As vantagens e desvantage...

Políticas de imigração

Os principais fluxos migr...

O conceito de imigração e...

Unidade 4 - A imigração e...

Arquivos

Junho 2008

Maio 2008